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\bibliographystyle{abnt-alf}

\autor{
Flávio Badaró\\
Gustavo Noronha Silva\\
José Nailton Silveira de Pinho\\
Kátia Geralda Pascoal Fonseca\\
Walison Vasconcelos Pascoal\\
}

\titulo{Roteiro:\large\\
  Tocqueville: as instituições livres}

\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}

\data{outubro / 2003}

\newcommand{\capitulo}[1]{\noindent \Large\textbf{#1}\normalsize\newline}
\newcommand{\secao}[1]{\noindent \textbf{#1}\newline}

% Fim do Preâmbulo, início do Documento!!
\begin{document}

\capa

\local{Montes Claros}

\folhaderosto

\capitulo{1. Introdução}

Tocqueville  era  claramente um  defensor  da  liberdade  como um  dos
pilares fundamentais da democracia.  A marcha incessante da igualdade,
algo  natural, poderia  significar o  fim  do sentimento  de nação,  a
vitória do individualismo.

Com as  instituições democráticas Tocqueville acredita  que é possível
fazer as pessoas se lembrarem de que vivem em comunidade e evitarem um
Estado totalitário e tirano, que  poderia nascer de uma democracia sem
liberdade.

\vspace{0.4cm}
\capitulo{2. O amor ardente e duradouro pela igualdade}

Como dito, os  povos democráticos tendem a amar  e desejar a igualdade
fortemente. Tocqueville nos mostra que:

``Se  nenhum  diferir,  então,  de seus  semelhantes,  ninguém  poderá
exercer  um  poder tirânico;  os  homens  serão perfeitamente  livres,
porque serão  todos completamente iguais; e  serão todos perfeitamente
iguais porque  serão completamente  livres. É para  esse ideal  que se
inclinam os povos democráticos.'' (p.~174)

Os  povos são  até  mesmo capazes  de  se acostumarem  com um  governo
paternalista,  que  toma  conta  de  tudo  e  lhes  nega  participação
política,  desde que  fossem iguais.  Eles tolerarão  ``a  probreza, a
servidão, a barbárie, mas não tolerarão a aristocracia.'' (p.~175).

\vspace{0.4cm}
\capitulo{3. O risco da aristocracia}

Embora  os povos democráticos  tendam a  detestar a  aristocracia, ela
parece surgir do  seio da democracia. A divisão  do trabalho apresenta
esse  risco,  quando   especializa  o  operário  e  dá   mais  e  mais
intelectualidade ao  ``mestre''. Tocqueville aponta para  esse risco e
alerta  que   ``se  a  desigualdade  permanente  das   condições  e  a
aristocracia algum  dia adentrarem  novamente o mundo,  pode-se prever
que entrarão por esta porta.''.

\vspace{0.4cm}
\capitulo{4. A igualdade e a individualidade}

A natureza  igualitária do  processo democrático pode  acabar causando
individualismo.    Os   iguais    podem   passar   a   se   considerar
auto-suficientes   e  se   isolarem  da   vida  social   e   da  arena
política. Tocqueville alera que:

``À medida  que as condições se  equalizam, existe um  número maior de
indivíduos que,  não sendo mais bastante ricos  nem bastante poderosos
para  exercer   uma  grande  influência   sobre  o  destino   de  seus
semelhantes,  adquiriram ou  conservaram no  entanto, bastante  saber e
bens para poder se bastar a si  mesmo. Não devem nada a ninguém e, por
assim dizer, não esperam nada  de ninguém; habituam-se a se considerar
sempre  isoladamente e  imaginam de  bom  grado que  seu destino  está
inteiramente em suas mãos.'' (p.~176)

Tocqueville  implica que essa  situação pode  acontecer pela  falta de
pessoas  poderosas o suficiente  para intervir  com resultado  na vida
política.  Segundo   ele,  em   uma  democracia  igualitária   são  as
associações e instituições livres que devem substituir esses poderosos
no progresso da democracia.

\vspace{0.4cm}
\capitulo{5. As instituições livres contra o individualismo}

Em aparente contradição, Tocqueville considera uma outra direção que a
igualdade  pode  dar  às  ações  e preferências  das  pessoas  em  uma
democracia.  Segundo ele,  os povos  democráticos  acabarão adquirindo
insatisfação em  relação às  autoridades e se  sentirão independentes,
como no caso do individualismo.

Dessa   outra  perspectiva,  no   entanto,  Tocqueville   observa  uma
conseqüência muito diversa: o gosto pelas instituições livres e o amor
pelas liberdades políticas.

Quando falamos  do individualismo vimos  que Tocqueville pensa  que as
associações devem ser as  grandes defensoras da liberdade. A imprensa,
por exemplo, deve ser uma  instituição livre, para servir como arma na
defesa das liberdades políticas.

No  Brasil,  a  imprensa  foi  muito  importante  para  a  criação  do
sentimento de nação e a integração nacional. Iniciativas como o Jornal
Nacional,  a  Voz  do  Brasil  e os  vários  jornais  impressos  foram
responsáveis por fazer que o paulistano soubesse dos problemas de seus
irmãos nortistas.

Na defesa  pelas liberdades, a  imprensa certamente prestou  um grande
serviço. Os universitários utilizaram várias vezes de pequenos jornais
e  panfletos  como forma  de  protesto  e  geração de  consciência.  A
imprensa  ``comercial''  também  deu  grandes contribuições  em  fatos
importantes como as Diretas Já e o Impeachment de Collor.

Percebemos, então, a grande  importância que essa instituição tem para
a  cidadania, e  a importância  da liberdade  política, de  imprensa e
expressão para o desenvolvimento da democracia.

%\bibliography{bibliografia}

\section*{Referência Bibliográfica}

\noindent 
QUIRINO, C.  G.  Tocqueville:  sobre a liberdade  e a  igualdade.  In:
WEFFORT, Francisco  (Org.).  \emph{Os  Clássicos da Política  II}. São
Paulo: Ática, 1995. p.~149-188.

\end{document}

