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\autor{
Flávio Badaró\\
Gustavo Noronha Silva\\
José Nailton Silveira de Pinho\\
Kátia Geralda Pascoal Fonseca\\
Walison Vasconcelos Pascoal\\
}

\titulo{Roteiro:\large\\
  Marx: Alienação na Produção}

\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}

\data{novembro / 2003}

\newcommand{\capitulo}[1]{\noindent \Large\textbf{#1}\normalsize\newline}
\newcommand{\secao}[1]{\noindent \textbf{#1}\newline}

% Fim do Preâmbulo, início do Documento!!
\begin{document}

\capa

\local{Montes Claros}

\folhaderosto

\capitulo{1. Introdução}

Marx,  em sua  análise da  sociedade capitalista  detecta  um problema
ainda maior que  a mais-valia extraída do trabalhador:  a alienação. A
alienação está em  praticamente todas as esferas da  vida da sociedade
capitalista e não envolve somente os explorados.

Nesse  seminário pretendemos  compreender a  alienação e  seus efeitos
sobre a sociedade e sobre o trabalho.

\vspace{0.4cm}
\capitulo{2. O Trabalho}

\secao{2.1. Dialética do trabalho}

A grande ferramenta  metodológica de análise de Marx  é, sem dúvida, a
dialética.  Sabemos  que Marx  acredita  que  a  produção, a  situação
concreta das coisas é que determina seu pensar que, por sua vez, unido
ao agir transforma esse último. De acordo com Aranha e Martins (1993):

\begin{citacao}
Pelo trabalho, é estabelecida uma relação dialética entre a teoria e a
prática: o projeto orienta a ação e esta altera o projeto, que de novo
altera a ação, fazendo com que haja evolução dos processos empregados,
o que gera um processo histórico.
\end{citacao}

\secao{2.2. Produção do sujeito e liberdade}

Quando trabalha, Marx acredita, o  homem além de modificar a natureza,
também é modificado por ela e  por seu trabalho. O trabalho altera sua
visão do mundo e de si mesmo.

É  desse fato  que vem  a  idéia de  que toda  produção cria  sujeitos
preparados para consumí-la,  já que a produção muda  a forma de pensar
do homem.

O ato de modificar a natureza,  para Marx, é um dos fatores que tornam
o  homem livre,  por torná-lo  capaz de  superar as  limitações  a ele
impostas, através do que produz materialmente.

\newpage
\capitulo{3. Alienação}

Alienação é, nos sentidos mais comuns, a perda de algo. Aranha e Martins
(1993), nos dizem que: 

\begin{citacao}
...  no sentido  jurídico,  perde-se a  posse  de um  bem, na  loucura
perde-se  a razão,  e o  louco perde  o controle  de si;  na idolatria
perde-se a autonomia; na concepção de Rousseau, o povo não deve perder
o poder;  o homem comum alienado  perde a compreensão do  mundo em que
vive  e torna  alheio  à  sua consciência  um  segmento importante  da
realidade em que se acha inserido.
\end{citacao}

Marx e Engels falam de alienação, no Manifesto Comunista, demonstrando
que as próprias  noções de liberdade, propriedade e  outras noções que
prevalecem no pensamento das  pessoas não são necessariamente reflexos
das  condições  reais,  e  derivam  das  formas  de  produzir  adquela
sociedade:

\begin{citacao}
Mas  não   discutais  conosco   enquanto  aplicardes  à   abolição  da
propriedade  burguesa  o  critério   de  vossas  noções  burguesas  de
liberdade, cultura,  direito etc. Vossas próprias  idéias decorrem das
relações  de produção  e de  propriedade burguesas,  assim  como vosso
direito não passa  da vontade de vossa classe  erigida em lei, vontade
cujo  conteúdo  é  determinado  pelas  condições  materiais  de  vossa
existência como classe. (MARX \& ENGELS, Manifesto Comunista).
\end{citacao}

\capitulo{4. Divisão do Trabalho e Exploração}

O  capitalismo,  como  dizia   Marx,  é  um  sistema  que  revoluciona
constantemente  suas  forças  produtivas. Dessas  revoluções  surgiram
novas  formas   de  dividir  o  trabalho  e   de  ``racionalização  da
produção''.  O  Fordismo  e  Taylorismo  trouxeram  idéias  sobre  uma
produção enxuta, com grandes ganhos.

Essa ``racionalização'', no entanto,  é no sentido de beneficiar ainda
mais o  burguês. Como vimos  anteriormente, o próprio  trabalhador tem
noções distorcidas do  que seja liberdade, propriedade e  do valor que
ele embute na mercadoria de que se apropria o capitalista.

Sendo assim,  percebemos que a  maior exploração está, na  verdade, no
fato  de o  trabalhador estar  alienado à  liberdade e  à propriedade;
mesmo  tendo sido produzidas  por ele,  acabam sendo  apropriadas pelo
capitalista.

%\bibliography{bibliografia}

\section*{Referência Bibliográfica}

\noindent 
ARANHA, Maria Lúcia; MARTINS, Maria Helena, Filosofando - Introdução à
Filosofia. SP: Moderna. 1993.

\noindent 
MARX,      Karl;     ENGELS,     Friedrich.      \emph{O     Manifesto
Comunista}.                        Disponível                       em
\url{http://www.comunismo.com.br/manifes.html}.   Acesso   em  16   de
novembro de 2003.

\end{document}

