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\bibliographystyle{abnt-alf}

\autor{Gustavo Noronha Silva}

\titulo{\Huge{Clássicos da Sociologia:}
  \\\Large{}Marx, Durkheim e Weber}
\comentario{Resenha apresentada à disciplina Sociologia I
  do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de 
  Montes Claros
  \\Orientador: Prof. Lúcio Flávio}

\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}
\data{abril / 2003}

\begin{document}

\capa

\local{Montes Claros}

\folhaderosto

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\begin{espacosimples}
  \center{\textbf{Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber}}
  \\\flushleft\hspace*{10cm}Gustavo Noronha Silva\footnote{Aluno
    do 1$^o$ período de Ciências Sociais}
\end{espacosimples}

Karl Marx simplificado: esse é o objetivo da primeira parte do livro.
Com uma abordagem didática, usando os textos do próprio autor misturado
a comentários interpretativos, as autoras tratam do pensamento de Marx.
A seção introdutória discursa sobre as influências causadas e sofridas
por Marx e sobre as dificuldades de sintetizar uma obra tão grande quanto
a de Marx.

Começa pela dialética marxista que prega --- ao contrário da hegeliana ---
que o elo iniciador da cadeia é a ação concreta. Essa ação cria as idéias
e gera reflexão, causando a destruição do modo real até então vigente e
criando uma nova forma de realidade concreta. Juntamente com a análise
histórica dos fatos, a dialética constitui a metodologia de Marx.

Segundo Marx, ao produzir os produtos necessários à satisfação das suas
necessidades o homem reproduz: cria outras necessidades e modifica a
forma como vive. Às necessidades naturais dos homens se juntam as
necessidades artificiais criadas pela produção social. O \textit{trabalho}
como produtor e reprodutor é, portanto, a ``história dos homens'',
sendo o substrato principal do materialismo histórico.

Portanto, a estrutura de uma sociedade depende do desenvolvimento
das \textit{forças produtivas} e das \textit{relações sociais de
produção}. As forças produtivas são a força do trabalho humano
somada aos objetos e meios de produção. As relações sociais de
produção são as relações adquiridas durante a produção social
e definem com quem fica o produto, quem é o dono dos meios de
produção e a divisão social do trabalho. 

São esses dois conceitos (forças produtivas e relações sociais
de produção) os mais importantes na análise de uma sociedade,
já que formam a estrutura geradora da super-estrutura, que são
tratadas logo a seguir pelas autoras. A super-estrutura contém
todas as ideologias, idéias, formas jurídicas, abstrações,
conceitos e formas de dominação e alienação. De acordo com a
dialética marxista, a super-estrutura é formada depois, já que
a estrutura (a prática real) é o ponto de partida.

O texto passa, depois, a uma discussão sobre classes sociais
que não foi tratada em uma teoria específica por Marx, mas
retirada de seus vários trabalhos. Segundo ele, as classes se formam
com a apropriação por alguns de um excedente da produção. Há em todos
os tempos um modelo dicotômico: existem os donos dos meios de produção
e os que não os possuem. Essa divisão é, porém, simples demais para
a análise das sociedades produtivas mais complexas com o surgimento
das chamadas ``classes médias''.

A dialética marxista dos modos de produção se dá por conflitos de
interesses entre classes. Ou seja: a história das sociedades
cuja estrutura produtiva se baseia na apropriação dos meios de
produção é a história das \textit{lutas de classes}. É necessário
que sujam interesses antagônicos aos  vigentes para começar a
trazer à tona suas contradições e destruir sua unidade. A classe
explorada é o mais potente agente da mudança, portanto o proletariado
será o responsável pela destruição do capitalismo para, por meio
do socialismo chegar ao comunismo.

A seção seguinte trás conceitos importantes para o entendimento do
capitalismo como a mercadoria, que é a forma abstrata assumida pelo
produto e força de trabalho. O valor de uso e o valor de troca e
o tempo de trabalho socialmente necessário, que é o tempo gasto em
todos os elos da cadeia produtiva para produção de uma determinada
mercadoria, sendo o parâmetro para definição de seu valor de troca.

Segundo Marx, no capitalismo, o próprio trabalhador se torna mercadoria,
vendendo sua força de trabalho. O valor da força de trabalho é dado pelo
valor dos meios de vida necessários à criação, desenvolvimento e manutenção
da força de trabalho. Ele também acredita que o que é pago ao
assalariado é só uma parte do que ele produz. O tempo de trabalho
excedente é apropriado pelo dono do capital criando a mais-valia.

O texto mostra como Marx se admirou ao analisar o surgimento e
a evolução da burguesia. Essa classe criou um mundo parecido com
ela mesma e foi a primeira a provar o que a atividade humana
pode realizar. As autoras demonstram como, para Marx, só pode haver
uma mudança real através de meios reais. Que há pré-requisitos que
precisam ser preenchidos para que haja a mudança no modo de produção.

Um texto de fácil compreensão e agradável leitura: leitura obrigatória
para alunos de cursos ligados à sociologia e iniciantes no pensamento
social.

\noindent{}\textbf{Referência Bibliográfica}

\noindent{}QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.
\emph{Um Toque de Clássicos}. 2. ed. rev. e amp. Belo Horizonte:
UFMG, 2002. p. 27-66.

%\begin{thebibliography}{1}
%
%  \bibitem{dicionario} BOBBIO, Norberto; MATTEUCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco.
%    \textbf{Dicionário de Política}. 2$^a$ edição. Brasília:
%    Universidade de Brasília, 1995.
%
%\end{thebibliography}

\end{document}
