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\bibliographystyle{abnt-alf}

\autor{Katia Luciana Sales Ribeiro
  \\Keila de Souza Almeida
  \\José Nailton Silveira de Pinho}

\titulo{Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)}
\comentario{Trabalho apresentado a disciplina Técnicas de
  Comunicação Científica do curso de Ciências Sociais da 
  Universidade Estadual de Montes Claros
  \\Orientador: Prof. Lúcio Flávio}

\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}
\data{abril / 2003}

\begin{document}

\capa

\local{Montes Claros}

\folhaderosto

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\begin{espacosimples}
  \center{\textbf{Marx (Um Toque de Clássicos)}}\\
  \flushleft\hspace*{10cm}Katia Luciana Sales Ribeiro
  \\\hspace*{10cm}Keila de Souza Almeida
  \\\hspace*{10cm}José Nailton Silveira de Pinho\footnote{Alunos
    do 1$^o$ período de Ciências Sociais}
\end{espacosimples}

Karl Marx em sua teoria faz uma análise da sociedade capitalista. E usa em 
suas  formulações  o método dialético que cuida  de apontar as contradições 
constitutivas  da vida  social  que resultam na negação de uma  determinada 
ordem. Segundo a proposta Marxista o fenômeno social deveria ser submetido à 
crítica para que as suas potencialidades  possam ser revelados e assim 
atualizados  numa forma  mais evoluída. 

E por que aplicar o materialismo histórico? Porque analisa a sociedade do 
ponto de vista material, ou seja, as relações que os homens estabelecem, o 
modo como produzem os seus meios de vida, formam a base de todas as suas 
relações. Segundo a perspectiva materialista todas as formas econômicas sob 
as quais os homens produzem, consomem e trocam, são transitórios e 
históricos; sendo o primeiro fato histórico a produção da vida material. 

Em se tratando de produção e reprodução Karl Marx difere a condição humana  
dos outros animais: Os homens interagem com a natureza de modo  consciente 
já os animais de forma imediata, não cumulativa. E na busca de controlar as 
condições naturais, os homens criam novos objetos que são passados de 
geração onde o trabalho é a principal atividade humana, porque é através 
dele que o homem não só domina a natureza, como também cresce como 
indivíduo. 

Na reflexão da concepção da sociedade notamos em Marx que a mesma é o 
produto da ação recíproca dos homens. Sendo certa uma conexão na história 
dos homens porque cada geração posterior encontra forças produtivas 
adquiridas pela geração precedente que lhes serve de matéria-prima para a 
nova produção. Tudo isso que foi dito fica relacionado às forças produtivas 
e relações sociais de trabalho. Entretanto não bastaria pois o pensamento 
Marxista é mais amplo quando conceitua forças produtivas afirmando serem 
elas um conjunto dos instrumentos e habilidades que possibilitam o controle 
das condições naturais sendo o seu desenvolvimento cumulativo. Mas não 
ultrapassaria os limites Marxistas que conforme o autor a divisão do 
trabalho que conforme o autor a divisão do trabalho no sistema capitalista 
gera alienação. 

Em Marx infra-estrutura é a força produtiva  e a relação social de produção; 
e superestrutura são as ideologias políticas  as concepções religiosas, 
códigos morais e estéticos, que não tem forma material. A superestrutura 
existe para legitimar a infra-estrutura. 
É possível ler em Marx que o surgimento das classes sociais se dá através do 
excedente de produção e o surgimento da propriedade privada dos meios de 
produção. Segundo ele esta forma de propriedade acentua a exploração da 
classe proletária. 

Na leitura marxista, entende-se que as lutas de classes são o motor da 
história já que as principais transformações estruturais são impulsionadas 
por meio das lutas de classes. E a classe exploradora constitui-se no mais 
potente agente de mudança. Podendo acrescentar ainda que a luta de classes 
conduz a ditadura do proletariado e que esta ditadura não é mais que 
a transição para a abolição de todas as classes para uma sociedade sem 
classes. 

A idéia central de Marx em O Capital, é a sociedade capitalista, suas 
características aspectos e organização. Tendo esta sociedade como base de 
análise, pode-se compreender outras formas  sócio-econômicas. A expressão 
elementar da riqueza desta sociedade é a mercadoria, ou seja os produtos e 
a própria força de trabalho, sendo composta, por dois: valor de uso e valor 
de troca. Ela satisfaz asa necessidades humanas, se efetiva no consumo 
enquanto que aquilo que não é consumido não é mercadoria. 
Para calcular o valor de troca de uma mercadoria mede-se a quantidade da 
substância, ou seja o tempo de trabalho socialmente necessário. O valor das 
mercadorias varia de acordo com os lugares e as épocas por isso as 
mercadorias distintas podem possuir preços diferentes. Ao final o que resta 
da mercadoria é ser produto do trabalho. 

As relações de produção capitalista tem por base o mercado onde a força de 
trabalho é negociada. Para a sociedade capitalista a idéia de igualdade é 
essencial para estabilidade da mesma. De um lado está o trabalhador que 
oferece sua força de trabalho e do outro, o empregador que tem a força de 
trabalho por um salário. No entanto, o valor que o trabalhador produz é 
superior àquele pelo qual ele vende sua força. 

Marx ao fazer a análise do surgimento do capitalismo mostra o papel da 
burguesia que incessantemente produz revoluções nos instrumentos de 
produção, e também no aperfeiçoamento dos homens, fazendo com que eles se 
incorporem a nova forma de produzir. À partir de sua ascensão no cenário da 
economia mundial a burguesia leva a todas as nações o modo de produção 
capitalista, com o desejo de encontrar novos mercados a leva a 
estabelecer-se em todas as partes. 

Para Marx, da mesma forma que os antigos regimes econômicos foram extintos 
por causa do conflito entre as classes ele afirma que o capitalismo pode ser 
extinto através do processo de revolução social e atribui ao proletariado o 
papel de agente transformador da sociedade capitalista. Pois o trabalhador é 
personagem principal da exploração deste sistema. Marx afirma que 
o trabalhador torna-se hostil com relação a produção, ou seja o trabalho não 
faz parte da sua vida, ela começa quando o mesmo termina. É apenas uma fonte 
de possuir  um salário que lhe garanta a sobrevivência. O trabalho é uma 
forma de alienação, para Marx a atividade vital, é para ele nada mais que 
um meio de existir (Um Toque de Clássicos.p.52) 

Quando a necessidade de renovação das forças produtivas choca-se com o 
modelo econômico, político e social vigente favorece os aspectos 
revolucionários, e são estes que nos permite ver historicamente como ocorre 
a  mudança de uma organização social para outra. somente quando não 
existirem classes e antagonismos de classes é que as evoluções sociais 
deixarão de ser revoluções políticas. As referências à sociedade comunista, 
serão reflexões com princípios  de liberdade e não alienação. Marx afirma: 
o comunismo é a forma necessária e dinâmica para o futuro, que possibilita 
a criação dos homens, ao poder de indivíduos associados, e que a divisão de 
trabalho passe a atender aos interesses de toda a sociedade. Seria o 
resultado de uma reconstrução consciente da sociedade humana. (Um Toque de 
Clássicos p.59) 

\noindent{}\textbf{Referência Bibliográfica}

\noindent{}QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.
\emph{Um Toque de Clássicos}. 2. ed. rev. e amp. Belo Horizonte:
UFMG, 2002. p. 27-66.

%\begin{thebibliography}{1}
%
%  \bibitem{dicionario} BOBBIO, Norberto; MATTEUCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco.
%    \textbf{Dicionário de Política}. 2$^a$ edição. Brasília:
%    Universidade de Brasília, 1995.
%
%\end{thebibliography}

\end{document}
