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\renewcommand{\ABNTchapterfont}{\bfseries}

\begin{document}

%roubado da classe abntex
\thispagestyle{empty}%

% Autor
\begin{center}
Gustavo Noronha Silva
\end{center}

\vfill\vfill

% Título
\begin{center}
  {\huge{Projeto de Pesquisa:
      \\\Large{}Impactos do Software Livre na Inclusão Digital}}
\end{center}

\vfill\vfill\vfill

\begin{center}
Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES\\
junho / 2003
\end{center}

\newpage

\thispagestyle{empty}%

% Autor
\begin{center}
Gustavo Noronha Silva
\end{center}

\vfill\vfill\vfill

% Título
\begin{center}
  {\huge{Projeto de Pesquisa:
      \\\Large{}Impactos do Software Livre na Inclusão Digital}}
\end{center}

   \vspace{.8cm}
   \hspace{.45\textwidth}
     \begin{minipage}{.5\textwidth}
       \begin{espacosimples}
         {
           Projeto de pesquisa apresentado à disciplina %
           Técnicas de Comunicação Científica, do primeiro %
           período do curso de Ciências Sociais da Universidade %
           Estadual de Montes Claros
           \\\\
           FINALIDADE: Desenvolvimento de uma investigação %
           sobre os impactos do uso de softwares livres nos %
           tele-centros da prefeitura de São Paulo
         }\par
       \end{espacosimples}
     \end{minipage}

\vfill\vfill\vfill

\begin{center}
Montes Claros\\
junho / 2003
\end{center}

\setcounter{page}{2}

\tableofcontents

\chapter{Tema}

Impactos causados pelo uso de softwares livres em pontos
públicos de acesso a computadores e Internet.

\chapter{Delimitação do Tema}

Impactos causados pelo uso de software livres em pontos
públicos de acesso a computadores e Internet implantados
pela prefeitura de São Paulo.

\chapter{Problema}

O Brasil é conhecido por ter uma taxa muito pequena de 
pessoas ditas ``incluídas digitalmente''. Recentemente
várias iniciativas de promoção da inclusão digital 
têm aparecido ao redor do globo.

O problema com a maioria dessas iniciativas é que a
inclusão digital não é completa\footnote{O
conceito de inclusão digital aqui utilizado é: uso da
informática e outros meios eletrônicos para produção
de conhecimento e não apenas acesso a computadores.
Esse conceito é um consenso na cúpula mundial da ONU
sobre a Sociedade da Informação (http://www.wsis.org/)}.

O preço elevado dos softwares comuns do mercado que 
permitem desenvolvimento de novos programas, produção
profissional de sítios de Internet e criação e edição
de músicas e vídeos, além da falta de pessoal qualificado,
faz com que seja inviável uma inclusão digital de fato.

O resultado final é que os computadores acabam se
tornando, para essas pessoas, uma máquina de escrever
digital, tendo uma enorme gama de possibilidades
e utilidades desperdiçadas.

Os pontos de acesso públicos --- os telecentros --- 
da cidade de São Paulo, no entanto, usam programas 
chamados livres como meio de economia na aquisição 
de softwares e de garantir a inclusão digital completa.

Segundo a definição do Projeto GNU (http://www.gnu.org/), 
software livre é o que dá 4 liberdades básicas: usar para 
qualquer fim; estudar o código fonte\footnote{As instruções
escritas pelo programador, que depois são transformadas
no programa que é efetivamente usado.}; modificar o código 
fonte; redistribuir o programa.

Normalmente esses programas estão disponíveis para
serem baixados da Internet e não tem custo de licença,
podendo ser instalados em quantos computadores for
necessário.

\chapter{Hipóteses}

Tendo em mente que os softwares livres disponibilizam
gratuitamente todo o código fonte e fornece aplicações
de todo tipo, desde editores de texto até editores de
vídeo, será a inclusão digital realmente alcançada de
fato?

Os telecentros têm usado todo o potencial disponível
no sentido de aumentar a produção cultural?

As pessoas, de modo geral, se interessam por usar
as ferramentas disponíveis para gerar conhecimento?

O uso de software livre realmente aumentou o aproveitamento
das potencialidades das sociedades locais?

\chapter{Objetivo Geral}

\begin{itemize}
\item Descobrir a real diferença de qualidade provocada
  na inclusão digital pelo uso de softwares livres.
\end{itemize}

\chapter{Objetivos Específicos}

\begin{itemize}
\item Verificar a facilidade em lidar com os softwares
  livres em relação aos comuns.
\item Conhecer a quantidade de tempo gasto nas diversas
  atividades possibilitadas pelos computadores.
\item Verificar o incentivo dado às pessoas para produção
  de conhecimento.
\item Identificar a aceitação à nova realidade e os focos
  de resistência.
\end{itemize}

\chapter{Justificativa}

Há uma tendência no mundo todo, mas principalmente
na Europa e América Latina, de partir para a adoção
de softwares livres como forma de gerar produção
local, garantir independência tecnológica e ampliar
as fronteiras da inclusão digital.

Várias cidades e estados no Brasil estão atualmente
considerando a aprovação de leis que incentivam o
uso desse tipo de tecnologia ou, que até mesmo,
dão preferência a seu uso, como os estados do
Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, e as
cidades de Belo Horizonte, Campinas, Montes Claros
entre várias outras.

Inclusão social passa, hoje, pela inclusão digital
e é preciso conhecer de perto as diversas possibilidades
usadas para se chegar a ela, e conhecer a eficácia
das soluções apresentadas. Conhecer de perto a
melhora causada nas vidas das pessoas é importante
para saber se a tecnologia está realmente cumprindo
seu papel de integradora.

\chapter{Metodologia}

Inicialmente, um levantamento bibliográfico será feito,
considerando obras nacionais e internacionais com
especial atenção dada a publicações da ONU e de outros
organismos relacionados a iniciativas de inclusão digital.

O estudo será feito baseado nos 19 telecentros que
foram implantados no início do programa da prefeitura.
A coleta de dados compreenderá monitoramento do uso
feito por pessoas selecionadas aleatoriamente durante
os horários de funcionamento dos telecentros,
levantamento de dados junto à administração dos
telecentros e à coordenação do Governo Eletrônico
da prefeitura de São Paulo e outros órgãos competentes.

Serão feitas, também, entrevistas com monitores,
coordenadores e usuários contemplados pelos postos
de acesso, além de questionários distribuídos aos
participantes.

Os dados serão relacionados e cruzados para que sejam
alcançados os objetivos definidos por esse projeto, e
serão relacionados em monografia a ser redigida ao
final do período de coleta de dados.

\end{document}

