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\begin{document}

\autor{Gustavo\\
  Keila\\
  Verusca}

\titulo{Projeto de Pesquisa:\\
  A mulher e o mercado de trabalho em Montes Claros}

\comentario{Projeto de Pesquisa para a disciplina Política III
  do terceiro período matutino do curso de Ciências Sociais da
  Universidade Estadual de Montes Claros}

\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}

\data{2004}

\capa

\local{Montes Claros}

\folhaderosto

\tableofcontents

\chapter{Tema}

A mulher no mercado de trabalho em Montes Claros.

\chapter{Objetivo Geral}

\begin{itemize}
\item Analisar o papel da mulher no mercado de trabalho em Montes
  Claros, tendo em vista o processo histórico e econômico que
  possibilitou a entrada da mulher no mercado como uma alternativa
  criada pelo próprio processo dando ênfase às relações de gênero.
\end{itemize}

\chapter{Objetivos Específicos}

\begin{itemize}
\item Analisar as mudanças na economia que contribuíram para a
  inserção do trabalho feminino;
\item Analisar o comportamento das mulheres frente às mudanças
  econômicas, tendo em vista sua saída considerável do privado para o
  público;
\item Identificar as relações de gênero e poder.
\end{itemize}

\chapter{Justificativa}

Desde o início do processo de industrialização do Brasil houve um
notável desenvolvimento no que se refere ao trabalho feminino. Nos
primórdios dessa industrialização, observava-se trabalhadoras sendo
expostas às mais variadas formas de exploração e abusos pelo sistema,
por seus patrões e, principalmente, pela falta de leis trabalhistas
que lhes garantissem o mínimo possível de dignidade, primeiro como
mulher, segundo como trabalhadora.

\begin{citacao}
  Nas primeiras décadas do século XX, no Brasil, grande parte do
  proletariado é constituído por mulheres e crianças. E são vários os
  artigos de imprensa operária que denunciam as investidas sexuais de
  contra-mestres e patrões sobre as trabalhadoras e que se revoltavam
  contra as situações de humilhação a que elas viviam expostas nas
  fábricas. (RAGO, 2000)
\end{citacao}

No decorrer do tempo, mudanças grandes têm ocorrido nas cadeias
produtivas e na geração e conteúdo dos empregos. Percebe-se que a
mulher ampliou consideravelmente suas conquistas no campo da igualdade
e dos direitos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), o número de mulheres trabalhando fora do espaço
doméstico é relativamente grande, representando hoje um percentual de
41,4\% da população economicamente ativa. Nas últimas décadas, a
participação ativa das mulheres no Partido dos Trabalhadores e nas
diversas centrais sindicais trouxeram conquistas como cota mínima de
30\% de representação feminina na direção do primeiro e cotas mínima e
máxima de 30\% e 70\% respectivamente nas direções das últimas.

Além disso, diversas pesquisas realizadas na América Latina
demonstram, segundo CAPPELLIN, DELGADO \& SOARES (2000: 13), que o
número de postos de trabalho tem decrescido em relação ao número de
trabalhadores e aumentado o número de mulheres trabalhadoras, muito
embora elas ocupem cada vez mais as ocupações precarizadas.

Dentro desta perspectiva é que desenvolveremos um estudo sobre o
desenvolvimento do trabalho feminino em Montes Claros, o lugar que a
mulher tem ocupado, suas lutas, vitórias e derrotas e as relações de
igualdade e desigualdade entre homem e mulher.

\chapter*{Referências Bibliográficas}

\noindent
RAGO, Margareth. Trabalho feminino e Sexualidade. In: Mary Del Priore
(org.); Carla Bassanezi (coord. de textos). \emph{História das
  mulheres no Brasil}. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2000.

\noindent
CAPPELLIN, Paola; DELGADO, Didice G.; SOARES, Vera (organizadoras).
\emph{Mulher e Trabalho, experiências de ação afirmativa}. 1. ed. São
Paulo: Boitempo Editorial, 2000.

\end{document}

