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\begin{document}

\autor{Gustavo Noronha\\
  Keila Almeida\\
  Verusca Silva}

\titulo{Projeto de Pesquisa:\\
  A mulher e o mercado de trabalho em Montes Claros}

\comentario{Projeto de Pesquisa para a disciplina Política III
  do terceiro período matutino do curso de Ciências Sociais da
  Universidade Estadual de Montes Claros}

\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}

\data{2004}

\capa

\local{Montes Claros}

%\folhaderosto

\chapter{Eixo Teórico}

Nas primeiras décadas do século XIX, viu-se uma parcela significativa
de trabalhadoras atuando no espaço público. Foi os primórdios da
industrialização no Brasil e um momento de extrema importância para o
futuro do trabalho feminino no Brasil.

\begin{citacao}
  Nesse contexto, foram definidos códigos sociais e morais, noções de
  certo e de errado, assim como a legislação trabalhista que deveria
  reger por muitas décadas as relações de trabalho com consequência
  nos lares e na vida social (...) Só muito recente a figura da
  ``mulher pública'' foi dissociada da imagem de prostituta e pensada
  pelos mesmos parâmetros pelos quais se pensa o ``homem público'',
  isto é, enquanto ser racional dotado de capacidade intelectual e
  moral para a direção dos negócios da cidade. (RAGO, 2000: 603, 604)
\end{citacao}

Segundo Fonseca (2000), trabalhar fora de casa era para algumas
mulheres uma questão de sobrevivência e algo inevitável, mesmo que
isso implicasse a poluição de sua reputação moral. ``Mas a dona de
casa que tentava escapar à miséria por seu próprio trabalho, arriscava
a sofrer o pejo da `mulher pública' '' (Fonseca, 2000: 516).

\begin{citacao}
  O século XIX acentua a racionalidade harmoniosa dessa divisão
  sexual. Cada sexo tem sua função, seus papéis, suas tarefas, seus
  espaços, seu lugar quase predeterminados, até em detalhes.
  Paralelamente, existe um discurso dos ofícios que faz a linguagem do
  trabalho uma das mais sexuadas possíveis. ``Ao homem, a madeira e os
  metais. À mulher a família e os tecidos'' declara um delegado
  operário da exposição mundial de 1867.'' (PERROT, 1988: 178).
\end{citacao}

As relações de gênero estão explícitas no estudo das diferenças entre
homens e mulheres só que não se pode estudar um em detrimento do
outro. No âmbito do gênero o que compete são os estudos dos papéis
masculinos e feminino que foram histórico e socialmente construídos.
Observando dentro dessas categorias as várias relações de poder que a
permeiam.

\begin{citacao}
  A noção de gênero aponta para o caráter implicitamente relacional do
  feminino do masculino. Indica a exigência de um posicionamento
  teórico; não basta a escolha do objeto empírico mulher. Os estudos
  não precisam, nem induzem a congregar exclusivamente mulheres
  estudando mulheres. (BRUCHINI; OLIVEIRA, 1992: 9).
\end{citacao}

\chapter*{Referências Bibliográficas}

\noindent
BRUCHINI, Cristina, Cristina; OLIVEIRA, Albertina (org.). \emph{Uma
  questão de Gênero}. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos; São Paulo:
Fundação Carlos Chagas, 1992.

\noindent
FONSECA, Claudia. \emph{Ser mulher, mãe e pobre}. In: Mary Del Priore
(Org.); BASSANEZI, Carla (Coord. de textos). \emph{História das
  mulheres do Brasil}. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2000.

\noindent
PERROT, Michelle. \emph{Os Excluídos da História: Operários, mulheres
  e prisioneiros.} Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

\noindent
RAGO, Margareth. Trabalho feminino e Sexualidade. In. Mary Del Priore
(Org.); BASSANEZI, Carla (Coord. de textos). \emph{História das
  mulheres do Brasil}. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2000.

\end{document}


