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\autor{Gustavo Noronha Silva  \\Higina Madalena da Silva
  \\Izabel Cristina Ferreira Nunes}

\titulo{Fichamento:
  \\Karl Marx}
\comentario{Trabalho apresentado a disciplina Técnicas de
  Comunicação Científica do curso de Ciências Sociais da 
  Universidade Estadual de Montes Claros
  \\Orientador: Railma}
\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}
\data{abril / 2003}

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\pagestyle{fancy}

% define o cabeçalho qual será
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\fancyhead [l]{Karl Marx}
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  \hspace{0.7cm} \thepage \hspace{0.7cm}}

\begin{document}

\capa

\local{Montes Claros}

\folhaderosto

% em caso da Railma encher o saco por causa do número da página
% \setcounter{page}{3}

\noindent{}QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de O.; OLIVEIRA, M. G. M. de.
\emph{Um Toque de Clássicos}. 2. ed. rev. e amp. Belo Horizonte:
UFMG, 2002. p. 27-66.

%%% Fichamento de esboço! Tenho de preparar umas tabelas... tem de
%%% ficar assim:
%
%       Mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, 
%       mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto,
% ###   mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, 
%       mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto,
%       mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto, mais texto.


\begin{table}[!htp]
  \begin{tabular}{c|p{14cm}}

28-32 &
A dialética marxista prega --- ao contrário da hegeliana ---
que o elo iniciador da cadeia é a ação concreta. Essa ação cria as idéias
e gera reflexão, causando a destruição do modo real até então vigente e
criando uma nova forma de realidade concreta. Juntamente com a análise
histórica dos fatos, a dialética constitui a metodologia de Marx.

\\

32-3 &
Segundo Marx, ao produzir os produtos necessários à satisfação das suas
necessidades o homem reproduz: cria outras necessidades e modifica a
forma como vive. Às necessidades naturais dos homens se juntam as
necessidades artificiais criadas pela produção social. O \textit{trabalho}
como produtor e reprodutor é, portanto, a ``história dos homens'',
sendo o substrato principal do materialismo histórico.

\\

34-6 &
Portanto, a estrutura de uma sociedade depende do desenvolvimento
das \textit{forças produtivas} e das \textit{relações sociais de
produção}. As forças produtivas são a força do trabalho humano
somada aos objetos e meios de produção. As relações sociais de
produção são as relações adquiridas durante a produção social
e definem com quem fica o produto, quem é o dono dos meios de
produção e a divisão social do trabalho. 

\\

36-40 &
São esses dois conceitos (forças produtivas e relações sociais
de produção) os mais importantes na análise de uma sociedade,
já que formam a estrutura geradora da super-estrutura. 
A super-estrutura contém todas as ideologias, idéias, formas 
jurídicas, abstrações, conceitos e formas de dominação e alienação. 
De acordo com a dialética marxista, a super-estrutura é formada depois, 
já que a estrutura (a prática real) é o ponto de partida.


\\

%%% PARTE DA IZABEL %%%
% 40-2 -> páginas
40-2 & 
O que possibilita a exploração e a divisão social do trabalho é o 
surgimento de um excedente da produção. O excedente também é responsável
pela apropriação privada dos meios de produção, que também estão
relacionados à existência de classes sociais. Surgem novas classes sociais
além das permanentes em função do desenvolvimento do modo de produção que
se reflete também na organização econômica e política.

\\

% 43
43 & 
A história das sociedades, de estrutura produtiva baseadas na propriação
privada, das condições de produção é a histroa das lutas de classes,
caracterizada pelo antagonismo entre elas, pois a classe dominante
se sustenta na exploração daquele que não possui meios de produção.
Origina-se daí um conflito entre elas, esse conflito proporciona, segundo
o materialismo histórico, mudança social, constituindo assim a classe
explorada um agente da mudança.

  \end{tabular}
\end{table}

\begin{table}[!htp]
  \begin{tabular}{c|p{14cm}}
% 45
45 &
A mercadoria é a unidade analítica mais simples da sociedade capitalista:
possui um valor de uso e um valor de troca, que é calculado segundo o
tempo de trabalho gasto em sua produção, a sua própria ``substância''.
Há, devido às relações de produção capitalistas, a necessidade de
um mercado negociável entre o trabalhador livre e o capital.

    
\\

% 47
47 &
A sociedade capitalista tem como base a ideologia de igualdade no
mercado, onde o trabalhador livre oferece sua força de trabalho para
o empregador que a adquire por um salário. Esta troca pode parecer
equivalente, porém, o valor produzido pelo trabalhador em sua
jornada de trabalho é superior ao seu salário, que é ganho no tempo
denominado de trabalho necessário, o tempo de trabalho excedente gera
ganhos ao proprietário do capital. Esse trabalho excedente constitui a
mais-valia.

\\

% 48-9
48-9 & 
Devido aos rigorosos regulamentos das corporações medievais, a produção
encontrava grande resistência, seria necessário mudanças tanto nos
moldes de produção quanto na organização política, social e religiosa.
Esse foi o papel que coube à burguesia, que destruiu e transformou os
modos de organização do trabalho, formas de propriedade (no campo e
na cidade), enfraqueceu as antigas classes dominantes, substituiu a 
legislação feudal, entre outras coisas, criando um mundo semelhante a
si.

\\

%%% PARTE DA HIGINA %%%
50-1 &
O modo de produção capitalista é transitório, porque se divide em duas
classes antagônicas e é o meio de produção onde as forças produtivas
se desenvolvem ao máximo, e ainda há o maior grau de exploração do
trabalhador. Este se torna o agente revolucionário na sociedade capitalista,
pois com a exploração conseqüentemente aumentará sua capacidade de
organização e de consciência de sua situação social.

\\

52-5 & 
De acordo com Marx a concepção de alienação vem do trabalho, pois o
trabalho não reconhecido pelo trabalhador torna-se um trabalho alienado,
que faz com que a mercadoria tenha um caráter fetichista. Onde o
trabalhador vai trabalhar cada vez mais, mas não vai perceber como
social o proguto do seu trabalho e desta forma a mercadoria vai ser
algo inatingível. Marx ainda destaca três tipos de alienação:
primeiro o trabalhador é adverso com os objetos naturais e com o
produto do próprio trabalho; segundo, o trabalhador é alienado em
relação a si mesmo, às suas possibilidades, ou seja, suas condições
de vida; e terceiro, o trabalho é visto como meio de sobrevivência.
Assim o trabalhador vê-se obrigado a vender sua atividade vital para
sobreviver, desconsiderando esta como parte de sua vida, e tendo
como produto para si apenas o salário. Visto assim, o trabalhador
e suas propriedades existem somente quando se relacionam com o capital,
sendo o salário uma manutenção do operário que fica à margem do que
produz. Segundo Marx, o operário não é feliz, pois mortifica seu corpo e
arruína seu espírito no trabalho que é externo a ele.

  \end{tabular}
\end{table}

\begin{table}[!thp]
  \begin{tabular}{c|p{14cm}}

56 & 
O propósito da crítica da sociedade capitalista elaborada por Marx é
mostrar o caminho da humanização numa sociedade onde não existe
exploração das classes sociais, ou seja, uma sociedade comunista.
À medida que uma classe impõe-se sobre outras classes debilitadas ela
destrói as formas econômicas, as relações sociais vigentes, conduzindo-as
ao seu domínio. De acordo com Marx somente quando não existir classes
antagônicas é que as revoluções sociais deixarão de ser políticas
e possibilitará a humanização social. E está resultará num processo social.
Para Marx o comunismo possibilita a obediência da divisão do trabalho
ao interesse coletivo. E esta sociedade capitalista possibilitará a
liberação das capacidades criadoras humanas e uma reconstrução da sociedade.

  \end{tabular}
\end{table}

\end {document}
