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\bibliographystyle{abnt-alf}

\autor{Gustavo Noronha Silva\\
  Keila de Souza Almeida\\
  Patrícia Rodrigues Rocha\\
  Paulo Edson Fagundes Dias}

\titulo{Estrutura e Funcionalismo}
\comentario{Trabalho apresentado a disciplina Antropologia, 
  do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de 
  Montes Claros\\
Orientador: Prof. Gy Reis}
\local{Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES}
\data{junho / 2003}

\begin{document}

%\capa
%
%\local{Montes Claros}
%
%\folhaderosto

\begin{espacosimples}
  \center{\textbf{Consciência Individual em Durkheim}}\\
  \flushleft
  \hspace*{10cm}
  Gustavo Noronha Silva\\
  \hspace*{10cm}
  José Nailton Silveira de Pinho\footnote{Acadêmicos
    do 2$^o$ período de Ciências Sociais}
\end{espacosimples}

Muito  se fala da  ``jaula'' criada  por Durkheim  em sua  teoria, que
envolve os  indivíduos os  impedindo de agir  por si  mesmos.  Existe,
para Durkheim, externa aos indivíduos,  e mais do que uma simples soma
das  consciências individuais  dos  componentes de  uma sociedade  uma
\textit{consciência coletiva}.  Isso é  a sociedade: ``o mais poderoso
feixe  de  forças físicas  e  morais  cujo  resultado a  natureza  nos
oferece.'' (DURKHEIM, citado por QUINTANEIRO, 2002: 69).

Ações  individuais,  ou não  guiados  por  essa consciência  coletiva,
segundo  Durkheim  não são  necessariamente  fatos  sociais.  Para  se
analizar uma  sociedade o objeto a ser  estudado deve ser o  todo, e a
consciência  coletiva, não  os indivíduos.  É importante,  no entanto,
perceber  que  Durkheim  não  indica  descartar todo  e  qualquer  ato
individual. Ele aponta, sim, que os atos individuais e suas razões não
importam à sociologia como objeto de análise.

Torna-se  importante uma  definição  bem demarcada  do  que é,  então,
objeto do estudo sociológico proposto por Durkheim:

\begin{quote}
Aqui,   então,   está   uma   categoria  de   fatos   que   apresentam
características muito  especiais: eles consistem de  maneiras de agir,
pensar e sentir externas ao  indivíduo, que são investidas de um poder
coercitivo   pelo   qual   exercem   controle   sobre   o   indivíduo.
Consequentemente,  já que  consistem  de representações  e ações,  não
podem ser confundidas com fenômenos  orgânicos ou físicos, que não têm
existência     senão    dentro     e     através    da     consciência
individual.\footnote{Tradução livre  dos autores, do  texto em inglês:
Here,  then,  is  a  category  of facts  which  present  very  special
characteristics:  they  consist of  manners  of  acting, thinking  and
feeling external to the individual, which are invested with a coercive
power by virtue of which they exercise control over him. Consequently,
since  they consist  of representations  and actions,  they  cannot be
confused with  organic phenomena, nor with  psychical phenomena, which
have no  existence save in and through  the individual consciousness.}
(DURKHEIM, citado em PASSAGES from EMILE DURKHEIM)
\end{quote}

Há,  portanto,  duas  consciências,   que  formam  um  ser  social:  a
consciência individual, que se relaciona somente com a própria pessoa,
e a  consciência coletiva,  que é o  sistema de sentimentos,  idéias e
crenças que a sociedade imputa no indivíduo:

\begin{quote}
... a consciência  moral da sociedade não é  encontrada por inteiro em
todos os indivíduos e  com suficiente vitalidade para impedir qualquer
ato  que  a  ofendesse,  fosse  este  uma  falta  puramente  moral  ou
propriamente  um crime  ... (DURKHEIM,  citado por  QUINTANEIRO, 2002:
78).
\end{quote}

Diz-se, então  que o mundo  social construído por Durkheim,  ainda que
não  chegue a  ser um  teatro  de marionetes  regido pela  consciência
coletiva, não admite o comportamento desviante que ameaça a sociedade.
A última oração  é de extrema importância na  interpretação correta do
que   Durkheim   pensa.   Se   imaginarmos  uma   sociedade   em   que
empreendedorismo e dinamismo são  vistos como virtudes (como a maioria
das  sociedades modernas), é  muito provável  que um  comportamento de
vanguarda, de  progresso em  relação à situação  atual seja  visto com
bons olhos pela sociedade como  um todo, já que não ameaça diretamente
a coerência da sociedade.

A  própria  divisão do  trabalho,  segundo  Durkheim,  implica em  uma
redução  da parcela  que cabe  à consciência  coletiva  na consciência
total do  ser social, dando  mais liberdade para o  desenvolvimento da
personalidade.    Isso,  no   entanto,  não   diminui  a   coesão.   A
\textit{solidariedade   social}\footnote{Mecanismos   que   evitam   a
desintagração da  sociedade, instrumento de inclusão  social} se torna
mais forte, já que os diferentes se atraem e completam.

Essa      é     a      \textit{solideriedade     orgânica}\footnote{Ou
\textit{solidariedade derivada  da divisão do  trabalho}}.  Os membros
da sociedade têm tarefas bem definidas e, portanto, uma esfera própria
de  ação. Integra-se,  então, o  corpo  social através  da divisão  do
trabalho.

\section*{Referência Bibliográfica}

% ti durkheim
\noindent{}
QUINTANEIRO, T. Émile Durkheim. In: QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. de
O.;    OLIVEIRA,    M.    G.     M.    de.     \emph{Um    Toque    de
Clássicos}.   2.    ed.   rev.   e   amp.    Belo   Horizonte:   UFMG,
2002. p. 67-105. (Aprender).

\noindent{}  
\emph{PASSAGES     from    EMILE     DURKHEIM}.      Disponível    em:
\url{http://faculty.fullerton.edu/bstarr/FPlbst305/Durkheim.PASSAGES.htm}. 
Acesso em 28 de outubro de 2003.

\end{document}
